28/01/2009

IV Festival Internacional de Break acontece em Macapá

Hip Hop no meio do Mundo reúne artistas brasileiros, da Guiana Francesa e da Argentina

Por Fernanda Quevedo

Batalha Consciência Hip Hop 2008


Ontem, dia 23 de janeiro, deu-se o início do maior festival de arte de rua do Estado do Amapá. Trata-se do Hip Hop no Meio do Mundo, IV Festival Internacional, que além de premiar dançarinos e dançarinas em dinheiro, promove um extenso intercâmbio cultural, com artistas da Guiana Francesa e Argentina. A batalha acontece até o dia 25, quando se dará a grande final.

De acordo com o B.boy Guinho, organizador do evento, e integrante da Crew Macapá Break, o evento neste ano, mostrará de maneira mais clara os cinco elementos do Hip Hop (Mc, Break, Dj, Grafite e Basquete de Rua), e seu verdadeiro papel social para a juventude amapaense.

São vinte e uma crews inscritas para a competição dos mais diversos locais do pais, como Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Argentina e Guiana Francesa. A premiação oscila entre R$ 50, e R$ 5,900. Toda a competição será concentrada no Ginásio Avertino Ramos.

O Dj Alan, do DEF Mc’s, será o dj da batalha, ao lado do Dj Mamed de Minas Gerais, ja que sem os comandos de djs a batalha não rola.

Premiação em dinheiro é uma das peculiaridades dos “confrontos” que acontecem no Hip Hop. No ultimo Festival Consciência Hip Hop, por exemplo, realizado em Cuiabá, também houve premiação em dinheiro, algo que nem sempre serve para engordar a conta bancaria do artista, mas para investimento em sua formação, em equipamentos, e muitas vezes, o custo das viagens. B.boys também são pedreiros.

Confira todo o regulamento da Batalha AQUI!
Expediente:
Reportagem e Edição: Fernanda Quevedo
Foto: por Cristina Fortuna

Postagem: Welber Correia

A Abrafin e sua nova gestão

Destaque para novos gestores como o Linha Dura, e “novos” Festivais, como o Cururu e Siriri

Por Fernanda Quevedo

novos gestores

Na semana que passou a Abrafin, elegeu sua nova gestão, que perdurará pelos próximos dois anos. È bacana destacar que além de novos gestores, a Associação também ampliou o número de festivais em seu casting: em três anos de existência, são trinta e oito espalhados por todas as regiões do país, e o Centro Oeste lidera o número de festivais associados. O tradicional Festival Cururu e Siriri de Mato Grosso, que reúne vinte e mil pessoas, está entre os seis novos associados.

De acordo com Fabrício Nobre, o presidente, em seu relatório de prestação de contas, a procura para novas filiações também cresceu. Não poderia ser diferente, haja vista que a Abrafin é um espaço que proporciona a troca de tecnologia inquestionável, e, por conseguinte faz com que as articulações acerca dos festivais cresçam e aumentando assim o volume de parcerias e investimentos das áreas publicas e privada na cultura.

O rapper Linha Dura do Festival Consciência Hip Hop também faz parte do novo conselho gestor, onde atuará como conselheiro fiscal ao lado de André Pomba do festival Mix Music (SP), Luis Mathias do Demo Sul (PR) e Rodrigo Lariú do Evidente (RJ).

Veja a relação completa dos novos gestores da Abrafin:

Presidente: Fabrício Nobre - Goiânia Noise Festival (Goiânia - GO)

Vice-Presidente: Pablo Capilé - Festival Calango (Cuiabá - MT)

Secretario Geral: Talles Lopes - Festival Jambolada (Uberlândia - MG)

Diretor Financeiro: Leonardo Belém (Léo Bigode) – Festival Bananada (Goiânia - GO)

Diretora de Comunicação: Marielle Ramires - Grito Rock - (Cuiabá - MT)

Diretor Institucional: Aluizer Malab - Eletronika (Belo Horizonte - MG)

Diretor de Ação Internacional: Paulo André Pires - Abril Pro Rock (Recife - PE)

Diretor de Ação Política : Daniel "Zen" Santana – Festival Varadouro (Rio Branco - AC)

Conselho Fiscal: Paulo "Linha Dura" - Consciência Hip Hop (Cuiabá - MT), André "Pomba" - Mix Music (São Paulo - SP), Luis Mathias - Demo Sul (Londrina - PR) e Rodrigo Lariú - Evidente (Rio de Janeiro - RJ)

Representação no Nordeste: Ivan Ferraro - Feira da Música (Fortaleza - CE)

Representação no Norte:Vinícius Lemos - Festival Casarão (Porto Velho - RO)

Representação no Sul: Vladmir Urban - Psycho Carnival (Curitiba - PR)

Representação Sudeste: Cláudio Rocha - Primeiro Campeonato Mineiro de Surf (Belo Horizonte - MG)

Representação Centro Oeste: Gustavo Sá - Porão Do Rock (Brasília - DF)

Representação Ibero-Americana: Fernando Rosa - El Mapa de Todos (Brasília - DF)
Expediente:
Reportagem e Edição: Fernanda Quevedo
Foto: Site da Abrafin

Postagem: Welber Correia



Aquilombando em ação

Coletivo realiza mutirão para criação de kits de divulgação para artistas

Por Wander Pavão - Aquilombando DF


Mullumba Tráfica e Mc Pavão - Coletico Aquilombando

Seguindo a lógica do Hip Hop Fora do Eixo, o Aquilombando fez um mutirão, realizando um ensaio fotográfico para crews e outros artistas parceiros do coletivo. Foram dois sábados dedicados à produção de imagens de qualidade para divulgação desses artistas. As sessões de fotos foram dirigidas por Rafael Lance, grafiteiro, designer e fotógrafo do Aquilombando. Entre os artistas estava a Original Style Crew de Samambaia e o percussionista Paulo Casa Amarela (que também compõe o Aquilombando). Ao todo foram dez artistas que fizeram suas primeiras fotos em 2009. O coletivo Aquilombando acredita na cooperação para o desenvolvimento do movimento. A idéia é facilitar aos artistas do hip hop que não possuem release e nem fotos com boa qualidade, possam desenvolver suas ações com esse material. O trabalho de edição das fotos e releases fica por conta do coletivo.

Postagem: Welber Correia

Programa Hip-Hop fora do eixo 2009 é lançado

O programa traz texto explicativo sobre a Rede e apresenta diretrizes

Por Fernanda Quevedo




Seminário Hip Hop Fora do Eixo, Goiânia, 2008

A Rede Hip Hop Fora do Eixo lançou hoje o seu Programa 2009. Trata-se de um documento produzido a várias mãos, a fim de esclarecer ainda mais os envolvidos no processo de gestão e articulação da rede.O Programa Hip Hop Fora do Eixo 2009 traz em seu conteúdo, uma explanação sobre a gênese e as diretrizes acerca da rede que começou a ser fomentada em 2005 por produtores culturais da cena da música independente, e se estende hoje para todas as regiões do país, do exterior e já agrega vários segmentos culturais, dentre eles o Movimento Hip Hop. A rede Hip Hop Fora do Eixo, conta hoje com 152 pessoas conectadas por meio de uma lista virtual e também já realizou um seminário no ano passado em Goiânia. Contudo a necessidade de organização e articulação política se faz latente. Segundo Linha Dura, um dos articuladores da rede, esse programa serve não só como esclarecimento, mas também como um chamado para que mais pessoas se agreguem a rede e possam tornar idéias sustentáveis em realidade.

Confira o Programa AQUI!

Postagem: Welber Correia

27/01/2009

Basquete de Rua X Basquete Tradicional ou Convencional

Postagem: Welber Correia

Muito conhecido como "basquete-arte", marcado por jogadas geniais, divertidas e pelas diferenciadas dinâmicas de jogo, o basquete de rua não se prende às regras convencionais, cria suas próprias. Dentro das linhas que definem uma quadra de Basquete de Rua, a liberdade de criar novas regras é o que mais conta.

As diferenças para o basquete convencional iniciam nas medidas padrões para a quadra, o jogo pode ser realizado em qualquer ambiente, exemplificadamente: na rua, em quadras improvisadas, ginásios; sob viadutos; ao ar livre, dentre outros, tendo como filosofia principal motivar a participação, descontração, integração social, inserção cultural e desportiva, constituindo-se o caráter competitivo o meio e não finalidade maior.

Quanto ao tempo de jogo: No basquete convencional existem dois tempos de vinte minutos cada, ou quatro períodos de doze minutos cada, com intervalo de dois minutos entre o primeiro e o segundo períodos e entre o terceiro e quarto períodos, no basquete de rua são dois tempos de oito minutos e trinta segundos cada, com um intervalo de um minuto entre eles. Quando se tratar de partidas finais de torneios (ou campeonatos), estas terão três tempos de dez minutos corridos para cada um deles.

Quanto à quantidade de jogadores: O basquete de rua é disputado por duas equipes de quatro jogadores como no máximo três reservas e no mínimo um. No basquete convencional, um jogo não pode começar se uma das equipes não estiver na quadra com cinco (5) jogadores prontos para jogar.

Quanto ao início do jogo: Os dois tipos de basquete deverão ser iniciados por uma bola-ao-alto no círculo central, o que muda é que no basquete de rua a disputa é feita pelos jogadores mais baixos do time.

Quanto ao jogo iniciado: No Basquete de Rua, os jogadores poderão andar com a bola, desde que batam com ela no chão a cada passo. Quando da execução de alguma manobra onde tudo é permitido, o atleta pode, inclusive, esconder a bola sob a sua camisa, é vedado o contato com os pés exceto quando os jogadores estejam fazendo alguma manobra (jogada de efeito) com a bola. No entanto, não será permitido o uso dos pés para interceptar as jogadas do adversário. No convencional, a bola é jogada com as mãos e andar com a bola, deliberadamente chutá-la ou batê-la com um soco é uma violação. Chutar a bola significa batê-la ou interceptá-la com o joelho, qualquer outra parte da perna abaixo do joelho, ou o pé.

Quanto às substituições: No basquete de rua as substituições podem ser feitas a qualquer momento e os jogadores não precisam esperar a autorização do árbitro para entrar ou sair de quadra por ocasião da substituição. No convencional, uma equipe pode substituir um jogador durante uma oportunidade de substituição.

Uma oportunidade de substituição começa quando: A bola se torna morta e o relógio de jogo está parado e o oficial tenha terminado sua comunicação com a mesa de controle quando estiver reportando uma falta. Uma oportunidade de substituição termina quando: Um oficial com a bola entra no círculo para administrar uma bola ao alto, um oficial entra na área de lance livre com ou sem a bola para administrar o primeiro ou único lance livre, ainda quando a bola esteja à disposição de um jogador para uma reposição de fora da quadra.

Quanto às manobras: No basquete de rua todos os tipos de malabarismos e truques com a bola são permitidos aos jogadores, sejam eles feitos com os pés, com a cabeça ou mediante qualquer outra maneira que o atleta utilize para iludir o adversário, de modo a estimular a versatilidade e criatividade como elementos inseparáveis desta modalidade desportiva. O jogador poderá andar ou até mesmo correr com a bola, desde que seja exclusivamente para demonstrar habilidade, e não, para fazer a cesta. Esta permissão, contudo, não autoriza o jogador a dar sobre passo, nem bater a bola com ambas às mãos, simultaneamente, nem também efetuar dois dribles consecutivos (bater a bola agarrá-la com as duas mãos e voltar a batê-la). Em geral, o atleta não poderá saltar e voltar ao chão, com a posse de bola, sem executar o arremesso ou o passe, exceto se estiver manobrando. As manobras são o maior diferencial entre os dois tipos de basquete, é a arte que dá ao jogador a liberdade de criar e improvisar jogadas onde são valorizadas, principalmente, a habilidade e criatividade de cada atleta e a altura não é fator indispensável. E quem assiste a uma dessas disputas tem a garantia de presenciar um verdadeiro espetáculo, com jogadas inesperadas e enterradas sensacionais. No basquete tradicional as manobras são quase inexistentes, salvo um ou outro drible.

Quanto à pontuação: No Basquete de Rua é considerado todo e qualquer ponto marcado a partir do momento em que um jogador arremessar a bola e esta adentrar a cesta pela parte superior. A pontuação adotada é a seguinte:

1 ponto: cada cesta como regra geral e em situações normais de jogo.

1 ponto: Será marcado sempre que um jogador passar propositalmente a bola entre as pernas do adversário e completar a jogada pegando-a do outro lado, premiando a manobra conhecida como "caneta" ou "canetinha".

2 pontos: marcados quando a cesta for concretizada com enterrada.

3 pontos: serão considerados quando a bola for arremessada da linha de três pontos, que deverá estar marcada na quadra.

* "Ponte aérea"( O jogador recebe um passe no alto quando está indo em direção a cesta e o completa com uma enterrada): a "ponte aérea", quando concluída com uma enterrada, valerá 3 pontos.

4 pontos: serão contabilizados quando o (a) jogador (a) atirar a bola da linha dos quatro pontos.

5 pontos: serão considerados quando um atleta lançar a bola do seu próprio campo de defesa e conseguir diretamente converter a cesta sem interferência de outro jogador.

O lance livre não tem rebote, a equipe que está no arremesso terá a posse de bola, logo após os mesmos, sejam eles convertidos ou não.

Já no basquete tradicional, uma cesta é feita quando uma bola viva entra na cesta por cima, permanece dentro ou passa através da mesma. Uma cesta será creditada para a equipe que ataca a cesta onde a bola é arremessada, como segue: Uma cesta de lance livre vale um (1) ponto. Uma cesta de campo vale dois (2) pontos. Uma cesta da área de 3 pontos vale três (3) pontos. Se uma equipe marca pontos acidentalmente em sua própria cesta, os pontos serão creditados ao capitão da equipe oponente. Se uma equipe marca pontos deliberadamente em sua própria cesta, isto é uma violação e a cesta não será contada. Se um jogador acidentalmente fizer com que a bola entre por baixo, o jogo será reiniciado com uma bola ao alto entre quaisquer dois oponentes. Se um jogador deliberadamente fizer com que a bola entre por baixo, isto é uma violação.

Quanto a partidas terminadas em empate: No basquete de rua, as partidas não poderão terminar empatadas e, quando isso acontecer, será disputado um "coração de três", que significa disputar – dois minutos após o tempo regulamentar – uma nova partida, que segue até que uma das equipes estabeleça três pontos de diferença sobre a outra, no basquete convencional pode terminar em empate.

Quanto às faltas:

Falta pessoal - A regra convencional diz que envolve contacto com o adversário, e que consiste nos seguintes parâmetros: obstrução, carregar, marcar pela retaguarda, deter, segurar, uso ilegal das mãos, empurrar. No basquete de Rua é permitido um maior contato entre as equipes. Somente quando o jogo se encontrar muito tenso, prestes a sair do controle em razão dessas permissões específicas, o árbitro interromperá a partida, reunirá as duas equipes e informará que passará a ser mais rigoroso na partida, quando então tais ocorrências antes toleradas serão tipificadas e doravante apenadas com falta.

Faltas Individuais: Todo atleta que ultrapassar o limite de quatro faltas na mesma partida será obrigatoriamente substituído e não poderá voltar a atuar na partida.

Nos jogos de finais de torneio ou campeonato, onde são três tempos de dez minutos, o limite permitido é de cinco faltas, sendo o jogador excluído ao cometer a sexta falta.

*Quando a falta for cometida sobre um atleta que não esteja saltando para o arremesso, a penalidade será marcada e o jogo será reiniciado da lateral da quadra, sem cobrança de lance livre. Porém, se a equipe que cometeu a falta, já tiver cinco faltas coletivas, então, o atleta que recebeu a falta terá direito a arremessos livres. Caso a jogada seja interceptada após o jogador passar a bola entre as pernas de um adversário, o driblador vai para o arremesso de um ponto e permanece com a posse de bola.

Falta coletiva: Sempre que uma equipe, ao longo de cada partida, ultrapassar a quinta falta coletiva, ela será apenada com lances livres a favor do adversário. Em jogos de final de campeonatos, quando a duração da partida é maior, o limite sobe para seis faltas coletivas.

Falta de educação: É a punição que o árbitro aplica a um jogador que comete um anti-jogo, segurando um adversário para que este não converta uma cesta, por exemplo. E acontece sempre que um jogador se envolve em conflitos com a arbitragem e com a mesa, seja contestando marcações ou com gestos ofensivos aos participantes do evento, incluindo-se o MC da quadra e os torcedores. O jogador também deve ser punido se chutar as placas promocionais que estão na quadra e quaisquer equipamentos de trabalho alheio.

*O jogador deve sempre ter presente que no Basquete de Rua a "desmoralização", buscando a plástica do espetáculo e sem implicar na intenção de "humilhar" o adversário, é parte do jogo. Por isso, quando ele não permite que o adversário evolua a jogada de efeito e comete faltas desproporcionais – não confundir falta normal de jogo com falta de educação esportiva -, o árbitro deve puni-lo (e à sua equipe) com suspensão na partida por um minuto, sem possibilidade de substituição, cumulado com a dedução de dois pontos de sua equipe.

Falta na enterrada: caso a arbitragem entenda que o jogador recebeu uma falta enquanto seguia para completar uma enterrada, terá direito a dois arremessos, sendo que apenas um arremesso será concedido caso a enterrada seja concluída.

*São consideradas jogadas violentas: cotoveladas, empurrões grosseiros e agressivos; sobretudo, no momento das cestas. Não se deve confundir disputa viril de bola com agressão desmedida. Será ainda considerada falta anti-desportiva um revide a uma falta, sobretudo, quando o árbitro já a tenha marcado.

Faltas nas decisões dos campeonatos: Nas partidas de finais de campeonatos, quando o tempo é maior, o número de faltas coletivas e individuais é acrescido de uma unidade, consoante fixado nas especificidades já indicadas.

Apenação em caso de briga: Os atletas que promoveram brigas ou vias de fato (embates corporais0, usarem drogas no evento ou entrarem em quadra alcoolizados, além de serem imediatamente expulsos de quadra, ficarão sujeitos ao julgamento pela organização do evento, que, com base nos fatos, filmagens e súmulas, se pronunciará a respeito da exclusão definitiva dos envolvidos da competição, podendo ainda, optar por afastar o atleta de qualquer competição ligada a LIIBRA pelo prazo mínimo de cinco anos.

Os agredidos, na hipótese de resolverem registrar queixa na delegacia, deverão solicitar à organização todos os dados dos agressores, pois, num espaço de socialização como o do Basquete de Rua, quaisquer tipos de agressões e comportamentos similares não poderão ser confundidos com desequilíbrio emocional, mas como atentado a cultura, a integração, à integridade das pessoas que participam, como jogadores, dirigentes ou torcedores.

Já no convencional, uma falta é uma infração das regras que envolvem contato pessoal com um adversário e/ou comportamento antidesportivo. A falta é marcada contra o ofensor e penalizada de acordo com os artigos relevantes das regras. O Basquete tradicional é teoricamente um jogo sem contato. No entanto, é óbvio que contato pessoal não pode ser inteiramente evitado quando dez jogadores movem-se em grande velocidade dentro de um espaço limitado. Para determinar que o contato deva ou não ser penalizado, os oficiais deverão, a cada instante, considerar os seguintes princípios fundamentais: O espírito e a intenção das regras e a necessidade de defender a integridade do jogo. Consistência na aplicação do conceito "vantagem/ desvantagem", pelos quais os oficiais devem tratar de não interromper o jogo desnecessariamente, com o objetivo de não penalizar o contato pessoal que é acidental e o qual não deve dar uma vantagem ao jogador responsável nem colocar seu oponente em uma desvantagem.

Particularmente no Distrito Federal, não será permitido troca de jogador na hora dos jogos, apenas durante o período das inscrições, e a idade mínima é de 16 anos.

25/01/2009

Pará recebe 9ª edição do Fórum Social Mundial


De 27 de janeiro a 1ª de fevereiro, a cidade de Belém vai ser sede da 9ª edição do Fórum Social Mundial (FSM), encontro que estimula de forma descentralizada o debate, a reflexão, a formulação de propostas, a troca de experiências e a articulação entre organizações e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mais solidário, democrático e justo.

Entre as atividades previstas, no dia 29 de janeiro, às 8h30, na Universidade Federal do Pará (UFPA), haverá o lançamento do edital do Prêmio Pontos de Mídia Livre e uma apresentação das ações do Programa + Cultura por Fred Maia. No dia 30, às 10h, no Ginásio de Esportes da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), dentro do programação organizada pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Fabiano dos Santos participa da mesa de debates A Interação entre a Cultura, os Direitos Humanos e a Política.

No dia 30, das 8h30 às 11h30, também na UFPA, a SID/MinC promoverá, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma mesa de diálogo com o tema Loucos pela Diversidade: da militância política à política cultural, Movimento da Luta Antimanicomial. Durante o encontro, será abordada a importância de intervir na cultura para mudar o aspecto segregador em relação a pessoas em sofrimento psíquico, sem deixar de reconhecer o papel do Estado na formulação e construção de políticas públicas. Na ocasião, também haverá o lançamento do livro “Loucos pela Diversidade, da diversidade da loucura à identidade da cultura” e a distribuição de mil exemplares do Relatório da Oficina Loucos pela Diversidade, realizada em agosto de 2007, no Rio de Janeiro.

Estarão presentes, dentre os representantes e dirigentes do MinC, o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Sérgio Mamberti; os secretários Célio Turino e Américo Cordula, respectivamente titulares das Secretarias de Programas e Projetos Culturais (SPPC) e da Identidade e da Diversidade Cultural (SID); o secretário substituto de Articulação Institucional, Fred Maia; e o coordenador de Articulação Federativa do Programa + Cultura, Fabiano dos Santos. Além da cerimônia de abertura do FSM, comparecem a seminários, debates, lançamentos, mostras, exposições e outras iniciativas relacionadas à area cultural.

Fórum Social Mundial
Idealizado como um contraponto ao Fórum Econômico Mundial, promovido anualmente em Davos, na Suíça, o Fórum Social Mundial teve suas três primeiras edições realizadas no Brasil, em Porto Alegre, nos anos de 2001, 2002 e 2003. A partir de 2004, passou a ocorrer a alternância de cidade e a escolhida foi Mumbai, na Índia.

A escolha de Belém para sediar o FSM 2009 foi uma decisão confirmada pelo Conselho Internacional do Fórum, durante assembléia realizada em maio de 2007, em Berlim, na Alemanha. Estão previstas para esta edição mais de 2.300 atividades, sendo que a maioria dos encontros constantes da programação serão desenvolvidos nos campi das Universidades Federal do Pará (UFPA) e Federal Rural da Amazônia (UFRA).

Fonte: www.culturaemercado.com.br

Postagem: Welber Correia

CineCufa 2009 – Participe!





As inscrições para 3ª edição do CineCufa estão abertas (Inscrições de 09/01/09 a 07/03/09) . Este festival nasceu da proposta de democratização da Sétima Arte, por isso, só serão exibidas produções criadas por moradores e legítimos representantes das favelas.
Para os cineastas e cinéfilos que acabam de nos conhecer, e mesmo para os que já participaram de uma e/ou outra de nossas edições, vale lembrar que neste início de século XXI, por conta de avanços tecnológicos, houve um barateamento dos equipamentos audiovisuais. Deste modo, hoje qualquer pessoa pode fazer um filme usando tecnologia digital (amadora ou profissional).
Isto faz com que o número de produções audiovisuais aumente, bem como os cursos de capacitação profissional. Assim, a Central Única das Favelas, que já desenvolve seu Núcleo Audiovisual há pelo menos uma década, pretende valorizar cada vez mais as produções dos cineastas de favela, bem como fomentar a construção de uma identidade que passe a atuar mais fortemente no mercado cinematográfico, ou seja, criando um viés para que essas obras sejam exibidas e possam ser ativas neste movimento. O que incentiva os realizadores dessa crescente vertente audiovisual a se reconhecerem como representantes de um novo movimento estético, social e político.
Enfim, este é o mote do CineCufa: a realização de um festival de cinema no qual as obras exibidas não abordem necessariamente o tema “favela”, mas sim, que tenham por trás das lentes o ponto de vista da periferia e de seus legítimos representantes, oriundos de toda e qualquer parte do mundo.E como prova do crescimento do nosso festival, na 2ª edição, tivemos como novidade o prêmio “Governo do Rio – Na Tela da Favela”, que se dividiu em dois quesitos: “Voto Popular” e “Júri Especializado”.Destes, Guilherme Varella (jovem diretor do curta “Raízes”) e o trio composto por Paulo Silva, Júlio Pecly e Cavi Borges (com o filme “7 Minutos”) foram os ganhadores, respectivamente.

“O CineCufa é composto pelas produções de quem está dentro da comunidade, de lá pra fora. Por meio de cursos como os que a CUFA oferece, as pessoas da comunidade passam a ter um olhar cinematográfico, mais crítico” – comenta Paulo Silva, ex-aluno do Núcleo de Audiovisual da CUFA. “E isso não quer dizer que na favela só tem história triste, e só existe felicidade na Zona
Sul”, acrescenta Júlio, também ex-aluno.
É por isso que, desde já, estamos convidando você a participar desta empreitada. Inscreva agora a sua produção, pois a pré-seleção dos filmes que serão exibidos nesta edição de 2009 já começou!!

Postagem: Welber Correia

Prêmio Mídias Livres será lançado no Fórum Social Mundial

Por Luiz Sammartano

O Ministério da Cultura (MinC), representado pelas secretarias de Programas e Projetos Culturais (SPPC) e de Articulação Institucional (SAI), lança, durante o Fórum Social Mundial, em Belém (PA), o edital para o Prêmio Pontos de Mídia Livre, que concederá 60 prêmios, sejam para projetos de repercussão nacional (R$ 120 mil) ou estadual (R$ 40 mil). O investimento total é de R$ 3,2 milhões.

O edital será lançado no dia 29 de janeiro, após o seminário “Democratização da Comunicação: a alternativa dos Pontos e Laboratórios de Mídia Livre”, realizada pela Associação Outras Palavras, das 8h30 às 11h. O local do evento será na sala KP 07, pavilhão KP, na Universidade Federal do Pará - UFPA Profissional, às 12h, com a presença do secretário de Programas e Projetos Culturais (SPPC), Célio Turino.

O MinC quer reconhecer e valorizar Pontos de Cultura e/ou organizações não-governamentais sem fins lucrativos que desenvolvem ou apóiam iniciativas de comunicação compartilhada e participativa.

O objetivo é realizar um primeiro levantamento sobre as iniciativas de comunicação existentes no País – seu alcance, êxitos, problemas e necessidades, bem como as possíveis ações que o Estado brasileiro pode organizar para apoiá-las. Serão premiadas propostas que tenham sido iniciadas até 1º de julho de 2008.

Comunicação compartilhada
São consideradas iniciativas de comunicação compartilhada e participativa aquelas que reúnem pelo menos dois membros em sua equipe editorial e que buscam interatividade com o público. Elas podem desenvolver-se em qualquer suporte típico das comunicações – texto escrito, som, imagens, vídeos e multimeios – e se utilizar tanto de suportes físicos quanto eletrônicos, tais como televisões e rádios comunitárias, blogs, sites, publicações impressas, agências de notícias, produtoras de audiovisual ou qualquer outro meio que claramente se preste a atividades de comunicação.

A comissão avaliadora, formada por representantes do MinC e personalidades com experiência na área, observará critérios como proposta editorial, qualidade estética, grau de interatividade,tiragem/audiência, repercussão e regularidade das propostas de comunicação inscritas.

Fonte: www.cultura.gov.br/cultura_viva

Postagem: Welber Correia

24/01/2009

Passeio Ecológico

Por: Pâmela Figueredo


Caminhada nas Trilhas


Os instrutores do PELC (Projeto Esporte e Lazer da Cidade) de Barra do Garças, em parceria com a Cufa (Central Única das Favelas) de Barra do Garças-MT, fizeram um intercâmbio no município com membros do PELC de Água Boa- MT, intercâmbio esse realizado por meio de um passeio ecológico na Serra Azul.


Mirante do Cristo



Tendo como foco de discussão a troca de informações a respeito das ações desenvolvidas em suas cidades. O passeio foi feito através de trilhas, cachoeiras e visita a monumentos culturais bem conhecidos e populares da região, sendo um deles o Discoporto que já ganhou holofote na mídia nacional e internacional pelo misticismo. Os moradores da região afirmam hora ou outra avistarem objetos voadores não identificados no alto da serra azul.

O Mirante do Cristo uma das maiores apreciações turísticas, foi palco de parada e contemplação, devido a bela vista da cidade.


Disco Porto



Lazer podemos dizer que foi cada momento de apreciação da beleza natural ali existente, a degustação de frutas típicas do cerrado como mangaba e corriola. O desenho da natureza em estruturas acidentadas como pedras e rochas registram a passagem do tempo. Vamos colocar como esporte o preparo físico que foi essencial nas subidas e descidas, colocando em prova o preparo e a resistência. O trabalho coletivo é sempre um elemento importante e que permitiu a segurança de todos em meio a diversão. Ao final do passeio, estava estampado na face de cada membro a sensação de satisfação e realização, ficando no ar o desejo de quero mais.


PELC de Barra e Água Boa

23/01/2009

MinC divulga mais selecionados do Prêmio Culturas Populares

A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) divulgou uma lista com mais 49 candidatos selecionados para o Prêmio Culturas Populares 2008 - Mestre Humberto de Maracanã.
Os premiados receberão R$ 10 mil cada, valor que faz parte da disponiblização de mais R$ 490 mil por parte da SID/MinC para a iniciativa. Os selecionados faziam parte das 236 propostas classificadas e que constituíam um cadastro reserva, conforme resultado divulgado em 14 de novembro.
O número de iniciativas vencedoras subiu de 190 para 239, assim como o recurso para esse edital elevou-se de R$ 1,9 milhão para quase R$ 2,4 milhões. As novas vagas foram distribuídas entre as cinco regiões brasileiras e por categoria - Mestres, Grupos Tradicionais Informais e Grupos Informais.
A distribuição foi feita em relação ao edital divulgado em junho de 2008 e leva em conta a demanda de inscrição de cada região e também o número de concorrentes por região, em cada categoria.
Confira mais em Fonte: www. culturaemercado.com.br
Postagem: Welber Correia

22/01/2009

Favela Projeto visita obra do Centro Esportivo Cultural CUFA e diagnostica avanços

Obra está prevista para ser entregue a comunidade em abril

Por Fernanda Quevedo

Visão Lateral do CECC

Na tarde de ontem, o núcleo de projetos da Cufa MT esteve no Centro Esportivo Cultural Cufa, o qual ainda se encontra em processo de construção. Segundo Karina Santiago, coordenadora do Núcleo, a obra já se encontra em estágio avançado: “já foi colocado contra piso, os vestiários, e a equipe já está buscando parcerias para preencher as salas e os espaços com muitas oportunidades para a comunidade”, afirma. A coordenadora também ressalta que as crianças e jovens já estão ansiosos para fazerem uso do espaço, haja vista que o bairro possui apenas um campo de futebol improvisado pela comunidade.


Postagem: Welber Correia

21/01/2009

Planejamento Favela em Brasília

Reunião da Abrafin, Economia Solidária e monitoramento de projetos são o roteiro da viajem.

Por Fernanda Quevedo

Linha Dura. Foto por Wersley Aguiar

Linha Dura, coordenador de planejamento da Cufa MT embarcou ontem para Brasília a fim de participar da reunião que elegerá o novo conselho gestor da Abrafin – Associação Brasileira de Festivais Independentes, a qual o Festival Consciência Hip Hop é associado. A reunião acontece hoje (dia 20) e amanhã (dia 21). Além disso, Linha Dura aproveita para conferir o andamento de alguns projetos da Central com parceiros em Brasília, como o Centro Esportivo e o Pixaim. O Centro Esportivo é capitaneado junto à emenda parlamentar do Deputado Carlos Abicalil e o Pixaim, junto a SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas para a Igualdade Racial). Fora isso ainda tem uma reunião com a Secretaria de Economia Solidária, onde assistirá explanações sobre moedas complementares, já que Cufa MT objetiva a implantação da moeda Favela Card em seu sistema financeiro. Linha Dura retorna no dia 22 de janeiro.

Postagem: Welber Correia

CUFA participa do 1º Encontro de Comunicação do MIC

Planejamento estratégico do coletivo em 2009 foi pauta em questão

Por Fernanda Quevedo

Integrantes do MIC. Fotos por Giulia Medeiros

No último final de semana a Cufa esteve no 1º Encontro de Comunicação promovido pelo coletivo de mídias independentes MIC (Mídias Integradas Cuiabanas). O objetivo central do encontro era traçar o planejamento do coletivo em 2009, o que foi realizado pela manhã. Também aconteceu uma pequena oficina onde noções básicas de fotografia, assessoria de imprensa, edição de imagens e newsletter foram abordada e absorvidas pelos presentes. Além da Cufa estava os comunicadores da Volume e do Espaço Cubo. Tudo rolou na sede do Espaço Cubo, com direito a almoço pago com cards.

Postagem: Welber Correia

20/01/2009

Processo seletivo 2009- UFMT

Por: Welber Correia

A Universidade Federal de Mato Grosso divulgou hoje (dia 20-01) a lista com o resultado do vestibular 2009.

Preenchidos de muita ansiedade e expectativa, os candidatos do processo seletivo 2009, já podem conferir o resultado, que definirá a nova jornada de vida destes calouros.

O campos de Pontal do Araguaia oferecerá além dos cursos existentes, mais 4 (quatro) novos cursos, sendo:

Agronomia- Graduação- integral

Biomedicina- Graduação -Integral

Comunicação Social- Hab. Jornalismo. Bacharelado- Noturno

Geografia- Licenciatura Plena e Bacharelado- Noturno

Resultando em um total de 14 cursos para o Campus do Médio Araguaia.


Desde já, parabéns aos aprovados, que vocês possam se dedicar muito em busca de melhorias e inovações que venham a sanar problemas do nosso dia a dia, trazendo soluções.

E aos que não foram aprovados, procurem se dedicar mais e não desanimem.

Muita fé e pé na estrada.


A lista dos aprovados está no site: www.ufmt.br/ vestibular


Procurem não abusar no trote e nas comemorações, cheguem inteiros no primeiro dia de aula.


Os candidatos deverão efetuar a matrícula na Coordenação do Curso, no dia 16 de fevereiro de 2009, na UFMT das 08:00 às 11:00h e das 14:00 às 17:00h.

Outras informações na CAE, telefones: (65) 3615-8110 / 8111 / 8112.

Cultura e Mercado fala sobre Economia criativa


Cultura e Mercado

Hoje mesmo o site Cultura e Mercado desenvolvido por Leonardo Brant escreveu um texto muito interessante sobre a Economia Solidária, ou Criativa. Pesquisando na rede assuntos relacionados sobre o tema, encontramos no Portal Fora do Eixo esse artigo que discorre de maneira ímpar sobre como se desenvolve esse conceito e o porquê dele estar além da economia financeira convencional.

Mesmo que o texto não fale sobre o Cubo Card, certamente cabe para ele. O processo de trabalhar com a cultura, campo em que o lucro se faz além do dinheiro se dando por meio da mudança social, trata-se de uma leitura vivida em prática pelo Sistema de Crédito Cubo Card. Afinal, "voltar aos primórdios" para entender que as relações de troca de trabalhos não depende do dinheiro como intermediário, faz com que repensemos o valor de uso de cada trabalho produzido através da necessidade e do benefício social compartilhado com os envolvidos nessa relação de troca.

Deixo somente um trecho do artigo para que leiam e façam suas próprias interpretações:

"Dia e noite, masculino e feminino, racional e emocional, tangível e intangível, a lista de dualidades que nos caracteriza é imensa. Talvez, assim como as duas pernas com as quais caminhamos, o que nos mobiliza é justamente a busca de equilíbrio e rearranjos entre estas dualidades.

Nada nos atrai tanto quanto o desejo de mudança, transformação, que faz com que inovemos e reinventamos maneiras de ser e de fazer. Nada nos assusta tanto quanto mudanças e transformações, que fazem com que nos apeguemos a padrões que podem não fazer mais sentido."(...)

Mais no Cultura e Mercado
Fonte:http://cubocard.blogspot.com
Postagem: Welber Correia

19/01/2009

Bandas de Mato Grosso são selecionadas para festival nos EUA

Brasil tem 29 artistas indicados para o South by Southwest de 2009.

Redação do site TVCA com G1

O festival norte-americano South by Southwest (também conhecido como SXSW) divulgou nesta quinta-feira (15) uma lista prévia com os artistas que vão participar da edição de 2009 do evento, um dos mais importantes encontros atuais da música independente nos EUA, que inclui ainda braços de cinema e tecnologia.

São quase 1.200 artistas, entre bandas e músicos solo, que se apresentarão durante uma semana em dezenas de casas noturnas em Austin, capital do Texas. Entre eles, 29 brasileiros, de 13 estados diferentes. A lista é ampla, e traz artistas como Fernanda Takai, Holger, Samba de Rainha, Superguidis, Andreia Dias, Mundo Livre S/A e Érika Machado. De Mato Grosso duas bandas foram selecionadas: Vanguart e Macaco Bong. O SXSW acontece anualmente, desde 1987, em Austin, no Texas.

SXSW 2009

A edição de 2009 acontece entre os dias 13 e 22 de março. Segundo a organização do evento, a lista divulgada ainda não está completa, e novos nomes devem ser confirmados nas próximas semanas.

Entre os nomes estrangeiros confirmados estão The Sonics; The Vaselines; Peter, Bjorn & John; The Queers; Melissa Auf der Maur ; Black Lips; Nashville Pussy; The Raveonettes; The Mae Shi; Andrew Bird e Beach House.

Veja abaixo a lista de artistas brasileiros escalados para o SXSW 2009:

Alexandre Grooves (São Paulo SP)

Gabi Almeida (São Paulo SP)

Andreia Dias (São Paulo SP)

Vanguart (São Paulo SP)

Samba de Rainha (São Paulo SP)

Holger (São Paulo SP)

Tita Lima (São Paulo SP)

Los Pirata (São Paulo SP)

Vander Lee (Belo Horizonte MG)

Fernanda Takai (Belo Horizonte MG)

Érika Machado (Belo Horizonte MG)

Kristoff Silva (Belo Horizonte MG)

S.O.M.B.A. (Belo Horizonte MG)

Vandex (Salvador BA)

Ramiro Musotto (Salvador BA)

Lucas Santtana (Salvador BA)

Canja Rave (Porto Alegre RS)

Superguidis (Guaíba RS)

Mundo Livre S/A (Recife PE)

The River Raid (Recife PE)

La Pupuña (Belém PA)

Vinil Laranja (Belém PA)

Macaco Bong (Cuiabá MT)

Café Funquê (Rio de Janeiro RJ)

Nancy (Brasilia DF)

Black Drawing Chalks (Goiânia GO)

Valeria Oliveira (Natal RN)

Cassim & Barbaria (Florianópolis SC)

Telerama (Fortaleza CE)

Postagem: Welber Correia

Domingão e o Basquete de Rua em alta

Por: Welber Correia


Na maior descontração a garotada da cidade de Aragarças-Go, mais precisamente dos Bairros de Vila União, Nova Esperança e Bela Vista como também da cidade de Barra do Garças-MT, município vizinho de Aragarças- GO. Reuniram-se na quadra Poliesportiva do Bairro de Vila União, para mais um momento de interação, esporte e lazer por meio do Basquete de rua.

Já é tradicional esse tipo de encontro, pois, durante a semana é corre-corre total na vida destes adolescentes, tanto no trabalho, escola e afazeres diários.

Embalados na música Black, várias jogadas e dribles são vistos como um desafio excitante para essa “galera”, pois, no Basquete de Rua é permitido o uso de vários movimentos que até então são tidos como impróprios e motivo de penalidade no Basquete tradicional.

O uso da criatividade, da malícia, agilidade, elasticidade e preparo físico são elementos fundamentais no uso das performances. Lembrando que, altura aqui é apenas um detalhe, e garanto que não é o mais importante. O sarcasmo coloca em prova o estado emocional de cada jogador, pois, em cada jogada o nível de criatividade é seguido de muita “zuação” levando quem está assistindo ao delírio, fazendo com que a bola fique pequena para esses gigantes da rua.

Esse encontro é mais uma realização da Cufa de Barra do Garças, que por meio de suas ações não tem medido esforços para o incentivo esportivo e cultural no Vale do Araguaia.

Tendo em vista que a juventude é o alvo principal dessa demanda.

15/01/2009

Cufa no Novo Milênio

Postagem: Welber Correia
Centro Esportivo Cultural Cufa em Mato Grosso já esta em fase final de construção e a obra está prevista para ser entregue em março


Por Fernanda Quevedo



O Centro Esportivo Cultural CUFA, localizado no bairro Novo Milênio em Cuiabá, região sul da cidade, já esta em fase final de construção. A obra tem como parceiros o Ministério da Justiça e a Prefeitura Municipal de Cuiabá, e estava em processo de licitação desde 2006, mas só no ano passado é que o Centro começou a ganhar corpo e esta prevista para ser finalizada em março de 2009.

O Centro esportivo-cultural atenderá toda a região sul da cidade, que compreende os bairros Santa Laura, Jardim dos Ipês, Osmar Cabral e São Sebastião com oficinas de cunho cultural e esportivo. O Bairro Novo Milênio é novo e fica em frente ao São João Del Rey.

Dj Gio e Linha Dura , coordenador estadual da Cufa esteve por lá no inicio desta semana para ver como está o andamento da obra.

Confira o vídeo e conheça o Centro Esportivo Cultural Cufa:

http://www.youtube.com/tvcufamt

Falar sobre raça? Relaxe, não tem problema

15-01-2008

The New York Times
Sarah Kershaw

A conversa desajeitada geralmente começa com algo como, "Você parece o Tiger Woods".

Ou, "Seu sobrenome é Rice - tem algum parentesco com Jerry? Condoleezza?"

Em momentos mais ousados, talvez após alguns drinques em uma festa, um conhecido branco poderia dizer a George Rice, 45 anos, que ele é birracial: "Você não parece tão negro. Eu não tenho preocupações com você".

No que Rice chama de "cotidiano" das relações raciais, suas interações com os brancos podem ser afetadas e tensas, mesmo quando não há um racismo claro.

Até mesmo a esposa de Rice, Becca Knox, 43 anos, que é branca, disse que apesar de ser casada com um negro há seis anos, encontrar um modo confortável de falar sobre raça com pessoas de outras raças, particularmente afro-americanos, que seja sensível, mas não incômoda, franca mas não ofensiva, ainda é "uma luta e processo constantes".

Mas nos últimos meses, tanto Rice quanto Knox, que vivem em Washington, notaram um leve alívio nestes exemplos daquilo que os psicólogos chamam de "ansiedade inter-racial" entre negros e brancos. Isso se deve porque agora há um quebra-gelo onipresente: Barack Obama.

"Há uma condução mais fácil para a conversa sobre raça se ela começar com Barack Obama", disse Rice, o diretor executivo da Associação das Autoridades de Comunicação de Segurança Pública - Internacional, um grupo de profissionais de manutenção da lei. "Na minha experiência nos últimos meses, está mais fácil porque começará com quem ele é, as diferenças entre seus pais, com o que ele teve que lidar."

Em seu único grande discurso sobre relações raciais durante a campanha, em meio ao furor em torno dos comentários de seu antigo pastor, Obama repreendeu qualquer um ingênuo a ponto de pensar que "podemos superar nossas divisões raciais em um único ciclo eleitoral, ou com uma única candidatura". Ele alertou que raça é algo na história e vida americanas "que nós nunca realmente lidamos para resolver".

Mas na pessoa de um presidente eleito que é filho de um pai africano e de uma mãe branca, Obama parece ter inspirado muitos a dar um passo na estrada de melhores relações - a conversa.

Discussão inter-racial sobre o assunto da raça parece ter se tornado mais comum, e um tanto menos carregada, com a ascensão de Obama, segundo historiadores, psicólogos, sociólogos e outros especialistas em relações raciais, assim como vários negros e brancos entrevistados por todo o país.

"Toda esta exposição a este afro-americano que foge do estereótipo de fato mudou -ao menos temporariamente- o que está na ponta da língua", disse E. Ashby Plant, uma psicóloga da Universidade Estadual da Flórida e autora de um novo estudo examinando o impacto de Obama nas posturas dos brancos. "Pode ter implicações muito importantes."

No estudo de Plant, foram feitas a 400 estudantes universitários brancos em Wisconsin e na Flórida, entre a indicação de Obama e sua eleição, perguntas como: "Qual é a primeira coisa que lhe vem à mente quando você pensa nos afro-americanos?"

O estudo não publicado apontou que as respostas revelavam pouca evidência de preconceito contra o negro, contrastando enormemente de muitos estudos anteriores (incluindo um de Plant) que mostravam que cerca de 80% dos brancos tinham algum grau de preconceito.

As pesquisas registraram um maior otimismo entre os americanos em relação ao futuro das relações raciais. Um dia após a eleição de Obama, uma pesquisa Gallup revelou que 67% dos americanos acreditavam que uma solução para os problemas raciais entre negros e brancos no final seria encontrada. O Gallup disse que faz as mesmas perguntas há quatro décadas e que uma pesquisa na metade do ano passado também refletiu um maior otimismo do que antes. As pesquisas não levaram em consideração a raça dos entrevistados. Uma nova pesquisa "New York Times/CBS", em julho, mostrou uma diferença acentuada entre negros e brancos em um assunto semelhante: quase 60% dos entrevistados negros disseram que as relações raciais eram em geral ruins, enquanto apenas 34% dos brancos concordaram.

Psicólogos e sociólogos há muito traçaram um elo entre a quantidade de ansiedade que ocorre nas interações inter-raciais e a exposição prévia de alguém a pessoas de outra raça; um princípio guia de dessegregação que poderia ajudar a desintoxicar as relações raciais, deixando os brancos mais confortáveis com os negros na vida cotidiana.

Christophe E. Jackson, 28 anos, um candidato negro a Ph.D. em biologia na Universidade do Alabama, em Birmingham, que também está buscando um diploma de medicina, lembrou que no passado ele tinha conversas desconfortáveis com os estudantes brancos e colegas sobre a ação afirmativa. Ele acreditava que muitos brancos achavam que ele levava vantagem e às vezes eram diretos ao dizê-lo. Mas a campanha e eleição de Obama parecem ter mudado essa percepção.

"Antes de Obama, havia sempre esta coisa - 'Ele é um doutor negro'", disse Jackson. "Mas agora eu vou ser um médico que por acaso é negro. Esta é a percepção agora, o que é realmente bom."

Ao mesmo tempo, alguns afro-americanos se disseram céticos de que a presidência de Obama possa reduzir significativamente o desconforto entre as raças, ou diminuir a frequência de suas próprias interações às vezes dolorosas com os brancos. Alguns disseram que a simples estrela do presidente eleito, a crescente sensação de ele é visto pelos brancos como um indivíduo que transcende a raça - um Michael Jordan ou uma Oprah Winfrey - faria pouco para melhorar as relações raciais.

"Eu acho que eles verão Obama como um astro", disse Gilda Squire, 39 anos, que é dona de uma empresa de relações públicas em Manhattan. "Isso já começou, no meu entender. Sim, nós estamos celebrando o evento histórico e é um grande feito, eu sei. Mas em termos do cotidiano, eu não sei."

"Eu me lembro das pessoas dizendo que Michael Jordan 'não é realmente negro'", acrescentou Squire. "É como Obama suplanta a raça. E isso não significa que a Gilda Squire que vive em Nova York não terá que lidar com questões de racismo todo dia."

Denene Millner, 40 anos, que é negra e se mudou do norte de Nova Jersey para uma cidade pequena fora de Atlanta há três anos, tem debatido com seu marido, que também é negro, se a presidência de Obama amenizará a comunicação inter-racial. Ele acha que sim, ela acha que não. Ela freqüentemente experimenta o que os psicólogos chamam de "daltonismo estratégico" por parte dos brancos, mesmo entre seus amigos, que podem ficar tão desconfortáveis falando sobre raça que acham que evitar o assunto totalmente é a abordagem mais sensível - como não descrever os afro-americanos como negros nas conversas.

"Eu não suporto quando as pessoas sentem que precisam tomar cuidado com o que falam perto de mim", disse Millner, um colunista da "Parenting Magazine" e escritora. Recentemente, uma amiga branca de Nova Jersey lhe fez uma visita; Millner queria promover uma noite de cinema onde exibiria seus filmes negros favoritos. Ela deu início a uma discussão sobre as diferenças entre filmes negros ruins ("Uma Festa no Ar" está no topo de sua lista) e os bons ("Além dos Limites" é o seu favorito), mas sua amiga branca ficou nervosa e embaraçada.

"Ela adquiriu uns 40 tons de vermelho", disse Millner, que disse que posteriormente temeu ter sido direta demais. "Esta é uma experiência de aprendizado para nós duas."

Dois estudos sobre o daltonismo estratégico feitos por pesquisadores da Universidade Tufts e da Escola de Administração e Negócios de Harvard (o primeiro apareceu no "The Journal of Personality and Social Psychology", em outubro, o segundo na revista "Developmental Psychology", em setembro) concluíram que os brancos, incluindo crianças com até 10 anos, podem tentar evitar falar sobre raça com os negros, ou mesmo reconhecer as diferenças raciais, para não parecerem preconceituosas.

Os estudos também revelam que os negros veem a tática como evidência de preconceito.

"Realmente ainda há algumas questões ligadas ao legado histórico de raça e racismo neste país, e não podemos lidar com elas de modo sério se tivermos esta hipersensibilidade sempre que o assunto surge", disse Elisabeth Lasch-Quinn, uma professora de história da Escola Maxwell da Universidade de Syracuse e autora de "Race Experts: How Racial Etiquette, Sensitivity Training, and New Age Therapy Hijacked the Civil Rights Revolution".

Obama "foi muito cuidadoso ao não deixar que sua candidatura usasse essas mensagens habituais sobre raça, para que realmente defendesse algo diferente", acrescentou Lasch-Quinn. "Isso sacode o status quo porque aqui temos alguém que está disposto a falar sobre raça, mas não fala disso do modo habitual. Assim que temos uma pessoa fazendo isso, nós agora temos um modelo para como outras pessoas podem fazê-lo."

Durante sua campanha, Obama quase que totalmente evitou o assunto da raça, como fizeram os outros candidatos, mantendo um entendimento tácito entre os líderes nacionais que remonta ao encerramento da era dos direitos civis, de que raça é um assunto explosivo demais para discussão pública. A única exceção foi o discurso de março passado, no qual Obama foi forçado a defender as declarações inflamadas do reverendo Jeremiah A. Wright Jr.

Obama descreveu o país como ainda profundamente tomado pela raiva negra e ressentimento branco, especialmente nas gerações mais velhas, que podem não se expressar livremente entre colegas de trabalho ou amigos da raça oposta, mas que dão vazão aos seus sentimentos quando se sentem seguros entre membros da própria raça.

No final, Obama foi eleito com 43% do voto branco e 95% do voto negro.

A atriz e dramaturga Anna Deavere Smith, cujo trabalho frequentemente se concentra nas relações raciais, disse que ficou animada com o fato da vitória histórica não ter feito parecer que o problema racial nos Estados Unidos foi resolvido, e pelas pessoas de raças diferentes ainda estarem buscando descobrir como falar umas com as outras. Ela se sentiu encorajada, ela disse, pela idéia de que a eleição de Obama aparentemente aliviou um pouco da tensão inter-racial, acrescentando: "Mas não acho que seja obra apenas do homem branco. Muitas pessoas de cor ainda nutrem grandes ansiedades em relação aos brancos".

Na manhã seguinte após a eleição, Kristin Rothballer, 36 anos, que vive em San Francisco, deu um beijo de despedida em sua parceira no trem enquanto o tomava para o trabalho. Uma mulher negra sentada ao lado dela se virou e disse que lamentava que a Proposta 8, a emenda que proíbe o casamento gay no Estado, provavelmente seria aprovada.

"Nós demos as mãos", lembrou Rothballer. "E eu disse: 'Bem, eu realmente quero parabenizar você porque temos um presidente negro e isso é incrível'."

"Nossa conversa então quase se tornou sobre o fato de estarmos tendo a conversa", ela disse.

Algo a levou a pedir desculpas à mulher negra pela escravidão.

"Para duas estranhas viajando de trem para Oakland terem essa conversa sobre raça, não seria possível se Obama não tivesse sido eleito", ela disse. "Eu sempre me senti aberta com meus colegas, mas dizer para uma estranha no trem, 'Ei, sinto muito pela escravidão', esse tipo de coisa simplesmente não acontece."

Tradução: George El Khouri Andolfato

Postagem: Welber Correia

Adolescentes infratores viram grafiteiros

Publicado em 15.01.2009


Parceria entre a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), antiga Fundac, e o Coletivo Manguecrew uniu duas necessidades em uma só ação: profissionalizou mão-de-obra dos adolescentes infratores e renovou a fachada da sede que funciona na Avenida Abdias de Carvalho, no Bongi, Zona Oeste do Recife. Assim, os adolescentes em regime de semiliberdade ou que aguardam a decisão da Justiça, tiveram aulas de grafitagem e deram uma nova cara ao prédio da Funase. A inauguração aconteceu ontem.

Cumprindo pena em regime semiaberto há três meses, na Casa de Semiliberdade (Casem I), na Avenida Norte, Zona Norte do Recife, por assalto, Romero (nome fictício), 16 anos, estava orgulhoso do trabalho. "Tem gente que nem acredita que eu ajudei a pintar o muro. Daqui a quatro meses, quando eu ficar livre, quero fazer a mesma coisa na minha rua (na Ilha de Joana Bezerra, área central do Recife)."

Bruno (nome fictício), 17, também está na Casem e responde em liberdade assistida por assalto. "Quando eu pensava em sair, não sabia em que eu iria me ocupar, agora, eu já tenho uma possibilidade."

Antes de fundar o Coletivo com os amigos do bairro do Totó, na Zona Oeste da cidade, há sete anos, Felipe de Lima, 25, pichou vários muros da cidade. "Chegou uma hora em que eu percebi que aquilo não passava de rabiscos. Hoje, prefiro usar a tinta para pintar idéias." O que mais chama a sua atenção, segundo ele, é a capacidade que a arte tem de agregar pessoas. "Tem gente de um bairro que não pode entrar em outro, se não tem confusão. Mas nas nossas ações, é diferente."

José Cleiton Severino de Lima, 27, também integra o grupo. "Não é todo mundo que tem dinheiro para ir a uma exposição de arte. O muro é uma exposição aberta."

Segundo o presidente da Funase, Alberto Vinícius do Nascimento, é preciso incentivar outras medidas desse tipo. "Existe uma visão negativa da sociedade quando se pensa na Funase e seus adolescentes. As pessoas reclamam da violência, mas viram as costas para eles. Queremos que quem passe por aqui comece a ver que não existe só pedra e espinho, mas também arte."

Postagem: Welber Correia

12/01/2009

Coordenadores estaduais da Cufa Brasil se encontram em Cuiabá

Por Fernanda Quevedo



encontro nacional da Cufa em Brasília, em novembro de 2008



Entre os dias 30 e 31 de Janeiro, coordenadores estaduais da Cufa Brasil reúnem-se em Cuiabá. A idéia é alinhar discursos e estratégias de execução dos projetos em todo o Brasil. Os principais projetos em voga são a Libbra (Liga Brasileira de Basquete de Rua) e o "Invisíveis", este em parceria com o Ministério da Justiça que busca promover ações culturais para jovens que vivem em áreas chamadas de risco, recentemente delineado em Brasília (saiba mais aqui).
Já a Libbra, será projeto de maior investimento em 2009, e conta com parceiros estratégicos de grande peso. A reunião acontece em Cuiabá por seguir uma política de descentralização, haja vista que outras reuniões e encontros, sempre aconteceram "dentro do eixo". A Cufa possui bases em todos os estados brasileiros e maioria de seus representantes já confirmaram presença. Em breve, aqui, mais informações a respeito.

Dia Nacional do Basquete de Rua

Mais uma iniciativa CUFA
Por Jonas Balduíno


Assim como todos no Brasil sabem que no dia 20 de Novembro é o dia da Consciência Negra, logo todos se lembram de grandes líderes negros, como Zumbi e Malcon X. Já no dia 08 de Março se lembram das mulheres que morreram por lutarem pelos seus direitos, e o dia 01 de Maio data essa que todos se celebram um fato histórico, o Dia do Trabalho. Pensando no fomento do esporte-arte no Brasil, a CUFA está criando o dia Nacional do Basquete de Rua, isso mesmo! A data escolhida é dia 05 de Dezembro, data em que se formou a primeira seleção brasileira de basquete de Rua. A Cufa elaborou um texto explicativo com objetivo de divulgar essa data. Leia o texto na integra. A Cufa elaborou um texto explicativo com objetivo de divulgar essa data. Leia o texto na integra.
Em 2001, no Armazém 05, Cais do Porto do Rio de Janeiro, o som que tocava era Rap, a festa era o Hutúz, a referência do hip hop no Brasil. Embalados pela música, alguns "malucos" improvisaram: pegaram uma lata de lixo e fizeram de cesta. Com a bola laranja investiram em jogadas permeadas por habilidades criativas, espontâneas e irreverentes. Surge ali o que se tornaria o primeiro esporte social do país, batizado pela Central Única das Favelas do Rio de Janeiro (Cufa - RJ) como Basquete de Rua do Brasil, uma variação entre o Streetball e o Basketball formal.
A Cufa, então, decide incentivar essa manifestação espontânea incorporando o basquete de rua ao movimento Hip Hop e sugerindo que o mesmo seja parte integrante de todas as suas manifestações culturais. Para organizar a prática foram criadas regras especificas para a modalidade, todas reunidas na primeira publicação oficial de basquete de rua do Brasil, o "Manual dos Basqueteiros". Obra esta viabilizada pela parceria da Cufa com o Ministério da Justiça, Secretaria Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e Eletrobrás.
Com a formalização das regras, têm início as competições municipais, estaduais e por fim a nacional, a Liga Brasileira de Basquete de Rua (Libbra), evento reconhecido e chancelado socialmente pela Unesco e esportivamente pelo Ministério dos Esportes, que, hoje, agrega mais de 80 mil praticantes em todo território nacional.Em 2008, o basquete de rua conquistou novos horizontes e a Cufa promoveu o Primeiro Desafio Internacional de Basquete de Rua, envolvendo o Brasil e o Chile. Em 2009, continuaremos trabalhando pela expansão dessa prática esportiva e promoveremos o Campeonato Mundial de Basquete de Rua, que será realizado nos anos ímpares e, também, o Campeonato Sul-americano nos anos pares, a partir de 2010.
O dia 27 de dezembro, data do Desafio Internacional, se consolida como marco na história do basquete de rua por ser a data da primeira partida oficial entre seleções de dois países. Reconhecemos este dia, portanto, como o Dia Nacional do Basquete de Rua e propomos que órgãos oficiais reforcem a importância dessa data não somente pelo aspecto social, político e cultural, mas também por fortalecer uma identidade construída pela própria periferia e por ela legitimada.
Entendemos, por fim, que o Estado deve incentivar ações como esta, que impactam diretamente na vida, na sobrevivência e na dignidade de uma juventude brasileira que continua acreditando e apostando nas cores e na dignidade do seu país.Por isso, assinamos abaixo, em prol da oficialização do dia 27 de novembro como o Dia Nacional do Basquete de Rua.

08/01/2009

O Brasil se prepara para reforma Ortográfica

DANIELA TÓFOLI
da Folha de S.Paulo


O fim do trema está decretado desde dezembro do ano passado. Os dois pontos que ficam em cima da letra u sobrevivem no corredor da morte à espera de seus algozes. Enquanto isso, continuam fazendo dos desatentos suas vítimas, que se esquecem de colocá-los em palavras como freqüente e lingüiça e, assim, perdem pontos em provas e concursos.

O Brasil começa a se preparar para a mudança ortográfica que, além do trema, acaba com os acentos de vôo, lêem, heróico e muitos outros. A nova ortografia também altera as regras do hífen e incorpora ao alfabeto as letras k, w e y. As alterações foram discutidas entre os oito países que usam a língua portuguesa --uma população estimada hoje em 230 milhões-- e têm como objetivo aproximar essas culturas.

Não há um dia marcado para que as mudanças ocorram --especialistas estimam que seja necessário um período de dois anos para a sociedade se acostumar. Mas a previsão é que a modificação comece em 2008.

O Ministério da Educação prepara a próxima licitação dos livros didáticos, que deve ocorrer em dezembro, pedindo a nova ortografia. "Esse edital, para os livros que serão usados em 2009, deve ser fechado com as novas regras", afirma o assessor especial do MEC, Carlos Alberto Xavier.

É pela sala de aula que a mudança deve mesmo começar, afirma o embaixador Lauro Moreira, representante brasileiro na CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa). "Não tenho dúvida de que, quando a nova ortografia chegar às escolas, toda a sociedade se adequará. Levará um tempo para que as pessoas se acostumem com a nova grafia, como ocorreu com a reforma ortográfica de 1971, mas ela entrará em vigor aos poucos."

Tecnicamente, diz Moreira, a nova ortografia já poderia estar em vigor desde o início do ano. Isso porque a CPLP definiu que, quando três países ratificassem o acordo, ele já poderia vigorar. O Brasil ratificou em 2004. Cabo Verde, em fevereiro de 2006, e São Tomé e Príncipe, em dezembro.

António Ilharco, assessor da CPLP, lembra que é preciso um processo de convergência para que a grafia atual se unifique com a nova. "Não se podem esperar resultados imediatos."

A nova ortografia deveria começar, também, nos outros cinco países que tem como idioma o português (Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste). Mas eles ainda não ratificaram o acordo.

"O problema é Portugal, que está hesitante. Do jeito que está, o Brasil fica um pouco sozinho nessa história. A ortografia se torna mais simples, mas não cumpre o objetivo inicial de padronizar a língua", diz Moreira.

"Hoje, é preciso redigir dois documentos nas entidades internacionais: com a grafia de Portugal e do Brasil. Não faz sentido", afirma o presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça.

Para ele, Portugal não tem motivos para a resistência. "Fala-se de uma pressão das editoras, que não querem mudar seus arquivos, e de um conservadorismo lingüístico. Isso não é desculpa", afirma.


Confiram as mudanças:

Trema
Deixará de existir, a não ser em nomes própios e seus derivados.

Acento Agudo
1. Nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia".
2. Nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo.
Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca".
3. Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como "averigúe" (averiguar), "apazigúe" (apaziguar) e "argúem" (arg[u/ü] ir), passam a ser grafadas "averigue" e "arguem".

Acento diferencial
Não se usará mais para diferenciar
1. "pára" (reflexão do verbo para) de "para" (preposição)
2. "péla" (reflexão do verbo pelar) de "pela" (combinação de preposição com o artigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
4. "pélo" (reflexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artgo);
5. "pêra" (substantivo- fruta), "péra" (substantivo arcaico- pedra) e "pera" (preposição arcaica).

Hífen
Não se usará mais:
1. Quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom".
Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r- ou seja, "hiper-", "inter-" e "super".
2. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial" e "autoestrada".

Alfabeto
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"

Acento Circunflexo
1. Na terceira
pessoa do plural do presente do indicativo ou do substantivo, do verbo "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem".
2. Em palavras terminadas em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo"- que se tornam "enjoo" e "voo".


Grafia

no Português Lusitano
1. Desapareceram o " C" e o "P" de palavras em que essas letras são pronuciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo"- que se tornarão "ação", "ato", "adoção" e "ótimo".
2. Será eliminado o "h" de palavras como "herva" e "humido", que serão grafadas como no Brasil- "erva" e "úmido".


Adaptação: Welber Correia.

06/01/2009

A CENTRAL UNICA DAS FAVELAS/ NÚCLEO MARIA, MARIA SE POSICIONA CONTRA A CONSTITUIÇÃO DA CPI DO ABORTO






O aborto inseguro é uma das faces da dura realidade vivenciada pelas mulheres brasileiras. A cada ano, um incontável número de mulheres, em sua maioria, negras, pobres e moradoras de favelas, morre em decorrência de aborto praticado em condições desumanas. Setores do Estado vêm transformando em caso de polícia uma problemática de saúde pública que se constitui, ao longo da história, uma grave expressão da questão social no país.
Segundo dados da articulação de Mulheres Brasileira – AMB, no Mato Grosso do Sul, cerca de 10 mil mulheres suspeitas de praticar aborto serão interrogadas pela Polícia Civil por determinação da Justiça. Sobre essa questão é importante alertar que "tanto faz o aborto ser ou não provocado, ao chegar a um serviço de emergência obstétrica com abortamento em curso ou com complicações decorrentes do aborto, as mulheres são tratadas como criminosas".
Na realidade, essa posição tornar um problema de saúde alvo de ação policial, que será levada ao extremo, com a criação da chamada "CPI do Aborto", cuja articulação para a instalação está em curso no Congresso Nacional.
A Central Única das Favelas – CUFA coloca-se totalmente contraria à criação da CPI, que em nossa opinião servirá unicamente para penalizar, CRIMINALIZAR as mulheres e JOVENS EM SUA MAIORIA negras e pobres desse país, que sem acesso ao trabalho, à saúde, à educação e à justiça são muitas vezes levadas a recorrer ao aborto de forma insegura.
Essa problemática, precisa ser debatida com os diferentes setores da sociedade na perspectiva de apontarmos saídas realmente efetivas para a redução da mortalidade de nossas meninas, pois a falta de alternativas continuará levando mulheres a recorrer ao aborto, independente do que as instituições pensem sobre isso. A história reclama do Estado brasileiro, novas formas de tratar os problemas sociais que superem essa dimensão de reduzi-las a caso de polícia, a tornar problemas sociais em ações de âmbito privado e individual.
É preciso considerar que a problemática do aborto é ponto de convergência entre as desigualdades de gênero, raça e classe dimensões estruturais da formação da sociedade brasileira, superá-las é um desafio de todas e todos que têm compromisso com a construção de um mundo mais digno, justo, fraterno e solidário.