20/04/2009

Do Sertanejo ao Hip Hop!

Pixaim é lançado no Alvorada

Por Alfa Canhetti
Fotos por Jacilla Morais

Guiada pelos burbulhos de som ao vivo, a praça principal do bairro Alvorada foi facilmente localizada, já que contava com estrutura impecável de palco e som em uma das extremidades da quadra, sendo que esta é usada diariamente pelos moradores da redondeza. Por se tratar dum evento da CUFA, fui certa de que encontraria algo totalmente voltado pro Hip Hop, engano meu. Chegando lá, é sertanejo? Sim! Uma dupla sertaneja, mas não é qualquer uma não, hein! É Luiz Paulo e Hernandes, uma das regionais mais conhecidas no Alvorada. Durante a apresentação várias garotas acompanhavam as letras na beirada do palco. A dupla é do bairro Araés, estão completando sete anos de existência, quatro faixas gravadas no estúdio Inca e consideram-se em casa quando estão no Alvorada. Segundo Linha Dura, eles são “sertanejo favela”.

Em seguida subia ao palco o Coral do Sindicato dos Jornalistas, todos vestidos de vermelho, se organizaram em meio círculo e a regente de frente a eles. Entre clássicas como ‘Exagerado’ de Cazuza, diversas crianças que corriam pararam pra ouvir a bela melodia que formavam as vozes. Depois da apresentação aguardei no fim da escada pra saber mais sobre o projeto. “Sou jornalista, escritor, poeta e sem dúvida nenhuma atividade que me traz maior satisfação pessoal é o coral. Estar nele é experimentar estar em coletivo, respeitar as diferenças do próximo e cooperar pro crescimento do outro, já que o resultado final depende de cada um de nós”, conta Lorenzo Falcão, editor do caderno de cultura do jornal Diário de Cuiabá. O coral existe há dois anos e não é restrito a jornalistas, qualquer pessoa interessada pode fazer parte. Os ensaios acontecem aos domingos às 4 da tarde no Centro Cultural da UFMT.


Saiba mais em http://cufacuiaba.blogspot.com

Circuito de Oportunidades

Saiba como foi o Lançamento do Circuito Pixaim no Bairro Alvorada

Por Dríade Aguiar
Fotos por Jacilla Morais

Sábado a tarde. Dia dos trabalhadores de classe média se juntarem à sua família para um descanso em conjunto. Mas no bairro Alvorada outros trabalhadores mantém o ritmo frenético da semana. A CUFA Cuiabá, junto da jornalista Neusa Baptista iniciaram hoje, na praça do bairro Alvorada o projeto Circuito Pixaim.
Quando perguntamos para Neusa, descobrimos que tudo começou em 2006, com o lançamento de seu livro, o “Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar”. Karina, Coordenadora de Projetos da CUFA se animou e formou no ano passado o Núcleo Maria Maria, direcionado especialmente para mulheres das comunidades periféricas com o intuito de disseminar entre elas o empredendorismo e o lazer saudável.

Saiba mais em http://cufacuiaba.blogspot.com

14/04/2009

Projeto Pixaim será lançado neste sábado

Uma programação intensa para todas as idades e gêneros

Por Fernanda Quevedo
Fotos por Dafne Spolti




Moradores do Bairro Alv orada.
Da direita para esquerda: Paulo, Izabel, Hanne, Driele, Maria

Cama elástica para crianças, campeonato de futebol com premiação e shows com Amauri Lobo, Linha Dura e a banda Lótus são algumas das atrações do lançamento do Projeto Pixaim, no próximo sábado, dia 18 de abril.

Além de atrações culturais e esportivas, o evento conta ainda com um bazar de roupas e acessórios, que foram doados para a CUFA e serão vendidos a preços populares. Uma tenda de leitura será montada com exposição de livros do MST – Movimento do Sem Terra, da editora Tanta Tinta e do MIN – Movimento de Inteligência Negra. Nesta mesma tenda, haverá uma exposição de bonecas negras.



Ensaio fotográfico para o catálogo do Projeto Pixaim

O coral do Sindicato de Jornalistas de Cuiabá – Sindjor, também fará uma apresentação para a comunidade, e o Dj Fernando, que assim como Linha Dura e Banda Lótus que são moradores do bairro Alvorada, se apresentará no Lançamento.

O Projeto Pixaim é realizado pelo núcleo de mulheres da CUFA, Maria Maria, e tem por objetivo a valorização da beleza negra, o resgate e/ou promoção da auto-estima de mulheres das periferias e quilombos, além de criar oportunidades para essas mulheres no mercado de trabalho.

O lançamento do Projeto Pixaim será no próximo sábado, dia 18 de abril na Praça do bairro Alvorada. Todas as atividades são gratuitas.
Mais informações: (65) 3023-9283

Calcinhas CUFA em ritmo de produção

O núcleo Maria Maria se prepara para o lançamento do Circuito Pixaim, no próximo sábado.

Por Fernanda Quevedo
Postagem Welber Correia



No canto Ana Fashion, instrutora do Curso de trança, Karina Santiago, e Fernanda Quevedo

O Maria Maria, núcleo das mulheres da CUFA lançará o Circuito Pixaim, no próximo final de semana, e o ultimo sábado, dia 11 foi um dia de intensa produção. Pela manhã houve uma reunião, para acertar os detalhes da produção do evento, que acontece no dia 18 de abril, no bairro Alvorada, bairro sede da CUFA em Cuiabá, e durante a tarde, foram catalogadas as roupas que serão vendidas no Bazar, uma das atrações do evento.

Circuito Pixaim é um programa de ações voltadas para as mulheres da periferia, para que estas organizem seus discursos, e tenham a possibilidade de gerar emprego e renda. O lançamento é só no próximo sábado, mas as oficinas, de tetro, tranças e penteados afro, bem como de leitura já estão a abertas.

Mais informações sobre as oficinas pelo telefone (65) 3023-9283.
Mais informações sobre o Circuito Pixaim, acesse: http://www.projetopixaim.blogspot.com/

25/03/2009

CUFA BARRA DO GARÇAS: POLITICA DO COLABORADOR

O Núcleo de Colaboradores da CUFA se configura com um conjunto de pessoas que queiram colaborar nos centros de atividades da CUFA (Central Única das Favelas), com objetivo de contribuir com o desenvolvimento humanos de jovens e moradores das favelas com ações cívicas, culturais, educacionais, científicas, recreativas e de assistência social.
O conceito colaborador designa atividades espontâneas em que as pessoas doam seu tempo, trabalho e talento para apoiar indivíduos, comunidade e causas, sem interesse de receber benefícios, matériais ou financeiros, independentemente de credos, preferências partidárias e que não gera direitos trabalhistas ou previdenciários. O tempo de nossa parceria com os colaboradores fica a critérios de cada base, bem como do colaborador, ou por tempo indeterminado. O Colaborador irá disponibilizar de seu tempo vago, não importando o quanto e, de forma que não prejudique suas atividades particulares. Todos os trabalhos realizados pela CUFA são divulgados em Blog’s, sites, flickrs e matérias de cunho jornalístico e promocional. Além disso, o núcleo de comunicação, em contato com a imprensa local e nacional, divulga suas atividades em veículos de comunicação de grande porte, fazendo com as atividades dos colaborares também sejam divulgadas desde que o colaborador liberar esta divulgação.
A atuação e interação dos colaboradores nas ações e projetos desenvolvidos pela CUFA visam agregar conhecimento aos envolvidos, e interagir cada vez mais com a motivação e a vontade pessoal além de colaborar com quem necessita. Estamos trabalhando com os colaboradores paralelamente com a sua área de atuação profissional, contribuindo da melhor forma, e de comum acordo com as atividades, que já vem realizando.
O colaborador fará parte do núcleo de forma integral ou parcial, por gestão, pesquisa ou até mesmo á distância, lembrando que ser um Colaborador só depende dos interesses profissionais e pessoais de cada um, ou seja, qualquer um pode ser um Colaborador, só basta ter disposição.
A CUFA precisa de você jurídico, jornalista, projetista, instrutor, cineasta, produtor entre outros profissionais que possam voluntariamente contribuir para o crescimento sociocultural da entidade. Basta entrar em contato com uma das bases da CUFA e seja você um cidadão que ajuda o crescimento e desenvolvimento da favela. Não seja carente de espírito, seja cheio de vida, Colabore!!!

16/03/2009

No meio da Rua

Por Welber Correia

Agendar um dia específico para tratar de assuntos que venham envolver a juventude, a familia, o meio cultural acaba sendo que raro, poís, dividimos o nosso tempo em escalas totalmente descentralizadas para ao menos tentar atender a todos e quaisquer assuntos.
Assim sendo, aconteceu que indo eu "Welber Correia" a mais um encontro com representantes de segmentos culturais da cidade de Barra do Garças, encontrei com Luciana (Cuca Araguaia, Vocalista de Banda, áudiovisual...). E foi no meio da rua que travamos uma discussão voltada para o fortalecimento da cena Cultural, tendo como pauta a integração com demais coletivos que hoje fazem parte da pauta esquecida da Cultura local, devido a visão estanque e marginalizada que parte da sociedade tem em relação a novos recortes urbanos.
Como a aglomeração de pessoas desperta a curiosidade de quem passa por perto, dessa vez não foi diferente e aprovitando deste acontecimento, ocorreu que agregamos mais pessoas no assunto e apimentamos mais a pauta.
Desta forma, constatamos diversos meios de difundir, potencializar os grupos em congêneres eventos. Começando pela potencialização do discurso e de como colocar isso na prática, visualizando o fator de impacto social que cada ação pode gerar e de como isso pode ser absorvido e gerido de forma positiva em diversas camadas da sociedade.
A partir desse encontro nada planejado, porém, rico em assuntos é notório a preocupação de cada coletivo em apresentar a sua gama de conteúdo e mesmo confrontando essa tutela com parte da sociedade.
A Cufa BG, como sempre pluraliza as idéias e se coloca em plena disposição para agregar e multiplicar as ações unindo cada ponto desta teia em difusão de conhecimento, oferecendo toda a sua estrutura física e humana necessária para a concretização desta dinâmica.


Diário de Bordo CUFA no Haiti

Reflexões Athaydianas em diário de bordo da visita ao Haiti

Por Fernanda Quevedo
Postagem Welber Correia

Na incansável missão, MV Bill e Celso Athayde relatam sobre os jovens e a influência (ou a falta de influencia) do Rap, naquele país. Athayde, que é criador do maior e mais importante Prêmio de Hip Hop da América Latina, o Hutuz, destaca que, grande parte dos jovens haitianos apreciam o Rap, e cantam Hip Hop em Crioule, a língua nativa da favela Citei Solei e em francês que é a língua oficial. Além disso, questiona o Rap Americano. Celso também tece comentários acerca da missão de Paz do Exercito Brasileiro naquele país.

Confira na íntegra o que Celso Athayde disse, em seu diário de bordo:

Sobre os jovens

Apesar de viverem no berço da mais completa miséria, de olharem para o futuro e não conseguir ver muita coisa , os jovens existem e se apegam em sua totalidade ao rap, no Hip Hop com sotaque crioule, língua da ilha, além do francês que é a língua oficial. Resta-nos agora saber se o rap americano vai dar para esses jovens alguma consciência e realizações, além do conhecido protesto.

Engana-se quem pensa que estes jovens estavam assistindo a final do mundial de futebol, esporte que eles amam. Estavam sim, assistindo a um vídeo de Hip Hop americano. Ao avistar os jovens reunidos, Bill se juntou a eles para ver do que se tratava, e então estava lá, o Hip Hop mostrando que pode ser uma forma importante de mobilização
.

Sobre as tropas do Exercito Brasileiro

Confesso que eu sempre fiz criticas ao que eu chamava de ocupação das tropas brasileiras no Haiti, mas ao conhecê-las, as críticas se tornaram ingênuas e infantis. Não se trata de uma ocupação, mas de uma Forca de Paz, que tem o objetivo de estabelecer a ordem pública no país a pedido do próprio Governo Haitiano, e agora sei que muitos outros países estão nesta missão a convite da ONU.

Mas eu tenho mesmo mania ou até o desejo de criticar, e se a ONU não entrasse para fazer esse trabalho eu certamente a acusaria de estar virando as costas para o conflito no Haiti só porque só tem pretos lá, e chamaria a ONU de racista.

Não tem jeito, ou o Brasil se desliga da ONU ou vai estar sempre propensa a fazer trabalhos com ela, o que é o caso.

Na foto que esta abaixo, resolvemos ir com a mesma tropa para conhecer a noite da favela mais violenta de Porto Príncipe. Juntamos aos soldados que fazem todas as noites patrulhas para mostrar que estão presentes. A miséria do lugar é tão grande que tudo vale muito dinheiro. Por exemplo, a existência das gangues tinham o objetivo de explorar os miseráveis, cobrando pedágios em todos os serviços para a comunidade como água. As gangues então, se apoderavam desses benefícios do Estado e acabavam não chegando a população.

Portanto passei a entender que as armas do exército realmente teriam que existir, do contrário não existiria forma de fazer uma pacificação eficiente.